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BARBOSA FERRAZ

Acusado de matar o ex-prefeito de Barbosa Ferraz será julgado quinta-feira, 16; Ex-primeira dama, Marinalva Carvalho, comentou.

O julgamento vai acontecer no Fórum da comarca de Jandaia do Sul. O crime aconteceu em julho de 2009, em Barbosa Ferraz.

Por Claudiney rato, publicado às 14:08 | 10 de agosto de 2018

Após nove anos acontecerá, na próxima quinta-feira (16), o julgamento do acusado do assassinato do ex-prefeito de Barbosa Ferraz, Mário César Lopes Carvalho, 44 anos. O crime aconteceu há nove anos, no dia 22 de julho de 2009, véspera da abertura das festividades em comemoração ao aniversário do município de Barbosa Ferraz. Mário César havia sido reeleito para seu segundo mandato como prefeito de Barbosa Ferraz.

Dioniclei Pelussi de Oliveira, 31 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri formado na comarca de Jandaia do Sul. O processo foi desaforado após recurso da defesa de Pelussi, alegando que o julgamento em Barbosa Ferraz poderia prejudicar o acusado. Oliveira é réu confesso do assassinato do ex-prefeito de Barbosa Ferraz, morto com cinco tiros quando estava na Rua Rio Grande do Sul, saída para o município de Corumbataí do Sul.

Crime

As investigações apontaram que o acusado, Dioniclei Pelussi de Oliveira, premeditou a morte do ex-prefeito. Ele que na época era morador do município de São Pedro do Ivaí, namorava uma jovem de Barbosa Ferraz, funcionária da prefeitura do município. Enciumado, Dioniclei teria tido acesso à senha de uma rede social da namorada (MSN), que era comumente usada para agilizar o trabalho dos funcionários administrativos da prefeitura, o réu fez se passar por ela, mantendo conversas com o ex-prefeito, criando um encontro com a vítima no local onde ocorreu a execução.

Mário César Lopes Carvalho, no dia do crime estava em um clube da cidade (América Tênis Club), quando recebeu mensagem de Pelussi, que se passava pela namorada. A partir da mensagem o ex-prefeito saiu do Clube em um VW/Gol e foi para a Rua Rio Grande do Sul, onde o acusado o aguardava em um veículo Ford/Pampa, nas proximidades. O carro do ex-prefeito teria sido fechado e o acusado saiu da caminhonete disparando contra o então prefeito, que sem tempo de reagir, foi atingido por cinco disparos. Mário Cesar ainda teria saído do veículo e tentou correr, mas caiu no meio da pista. Moradores da região teriam relatado ouvir os tiros e gritos de socorro.

A PM foi avisada e já encontrou o ex-prefeito morto. Além das perfurações de tiros, o corpo apresentava afundamento na nuca e maxilar fraturado, ferimentos provocados por pancadas na cabeça.

Crime premeditado

Dioniclei Pelussi de Oliveira, foi preso dois dias após, quando a PM localizou o veículo que ele dirigia, atolado em uma estrada, na entrada para o bairro rural Lontrinha. Após a prisão ele confessou o assassinato e ainda levou os policiais até o local onde havia dispensado a arma de fogo (revólver) junto com um cabo de machado.

Delegados Reginaldo Caetano e Juarez Dias 

Ao confessar o crime o acusado disse aos delegados, Dr Reginaldo Caetano e Juarez Dias, que teria ligado para a namorada momentos antes do crime e perguntado qual era o modelo e cor do veículo da vítima.

Em coletiva de imprensa os delegados disseram que o acusado aguardava escondido nas proximidades do crime e ao perceber que o veículo do prefeito estacionou ele avançou com seu veículo e parou a frente do VW/Gol, impedindo a fuga da vítima. O delegado, Dr Reginaldo, disse ainda que Dioniclei desceu do veículo que conduzia, chutou a porta do carro do prefeito para impedir que ele saísse para fugir e efetuou os disparos a queima roupa em seguida.

Dioniclei foi levado para a cadeia pública de Campo Mourão, onde permaneceu detido até a conclusão do inquérito policial, sendo que a Justiça concedeu a liberdade provisória sete meses após o crime. Com a decisão proferida pela juíza da Comarca de Barbosa Ferraz, Angela Pedotti Audi, o acusado deixou a cadeia de Campo Mourão na quarta-feira, dia 10 de março de 2010, e passou a responder ao processo em liberdade.

Com inúmeros recursos impetrados pela defesa, o processo se arrastou por nove anos.

As investigações teriam indicado que o ex-prefeito, Mário Cesar Lopes Carvalho, nunca teve qualquer tipo de relacionamento amoroso com a namorada do acusado. As informações foram fornecidas durante coletiva de imprensa pelo Delegado Dr Reginaldo Caetano.

Julgamento

De acordo com informações dos advogados da família do ex-prefeito Mário Cesar Lopes Carvalho, as qualificadoras do crime foram mantidas, o que no caso de condenação podem aumentar a pena base do acusado.

Além dos familiares, amigos próximos e admiradores do ex-prefeito Mário Cesar Lopes de Carvalho, devem acompanhar o julgamento que está marcado para começar por volta das 08h30min do dia 16 de agosto.

Casado com a empresária Marinalva Lopes Carvalho, o ex-prefeito Mário César deixou também uma filha, Mariana Lopes Carvalho.

Apreensiva para o dia do julgamento do homem que mudou a vida da sua família de uma forma tão cruel, a ex-primeira dama comentou sobre a angústia que sofre desde o dia que perdeu seu marido:

Após nove anos em silêncio sobre o caso, procurada por vários meios de comunicação para falar sobre o crime, às vésperas do julgamento, Marinalva Carvalho resolveu falar um pouco sobre o sentimento que carregou durante a espera. 

CRBF – Marinalva como foram os últimos dias que passaram juntos?

MARINALVA – Eu me lembro do último domingo que passamos juntos, foi dia 19/07/2009, ele me disse “ah não vai cozinhar não, fica aqui perto de mim, eu sempre vou cuidar de você”.

CRBF – Como era o César no dia a dia?

MARINALVA – Ele era assim, atencioso, cuidadoso, amoroso. Um homem caseiro, gostava de passar os fins de semana em casa, lendo um livro, comendo pipoca, assistindo um filme e no fim do domingo avaliar e planejar a semana seguinte.

CRBF – E o temperamento dele, como era?

MARINALVA – O Cesar era muito equilibrado, um homem pacífico, pra mim essa história não faz sentido, nada justifica ele ter sofrido uma morte tão violenta e pelas armas que o assassino carregava, ele planejou cometer crueldades.

CRBF – Como foi pra você atravessar todo esse tempo e chegar a esse momento?

MARINALVA – Já se foram 9 anos, eu tenho a sensação de que não consegui me encontrar, as vezes eu me sinto como uma alma vagando, buscando rumo. Nós sempre tivemos o costume de resolver tudo de forma rápida, na Administração Pública, não engavetar, não procrastinar, não enrolar: então esses anos de espera pelo julgamento, foram 9 longos anos de angustia e ansiedade.

CRBF – Como você administrou a angústia da espera para esse julgamento?

MARINALVA – Assisti o assassino reclamar seus direitos, ele que tirou o direito de minha família estar junto, ele tirou o direito de Barbosa Ferraz ver seu Prefeito Eleito concluir o mandato e tirou do Cesar o maior de todos os direitos que é o de viver. Foram 9 anos de recursos “protelatórios” que nossas ultrapassadas leis permitem e por fim o direito de que o Juri não fosse tirado de Barbosa Ferraz e realizado em outra Cidade. Assisti tudo isso em silêncio, não foi fácil.

CRBF – Você acredita que será feita Justiça?

MARINALVA – O que é a justiça? senão a verdade. Verdade que não nos será revelada jamais, mas espero que a morte do César não fique impune. É óbvio que o assassino vai adaptar a história de uma forma que lhe seja favorável.

CRBF – O que você espera?

MARINALVA – Eu espero o que todo o Brasil precisa neste momento alarmante do aumento da violência, uma condenação exemplar, que demonstre realmente que não vale a pena cometer um crime. Uma condenação a altura da crueldade e da premeditação do assassino.

Filha Mariana é consolada durante velório do pai
Local do crime

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